O mundo hoje é resultado das tantas
movimentações migratórias - sejam por inserções ou por refúgios - ao
longo dos séculos. Ainda que hajam neste instante mais movimentos, não será
nada que mude o volume demográfico, pois o planeta se encontra praticamente
tomado, mesmo com países privilegiados por extensas florestas e grandes campos
de agriculturas.
A lógica é trágica neste caso.
Observa-se esta enorme população, evidentemente de maioria pobre, então
decorrem grandes necessidades e inadequadas possibilidades. O sistema
político de indústria e comércio decorre da extração, produção e demanda
comercial, tudo amparado pela infraestrutura financeira e operacional,
quando o poder dos fortes se torna explícito, esmagador aos fracos, que
sofrem ainda mais as consequências da devastação.
O povo carece de comida, alguns desejam
mais comida, outros almejam mais conforto, o resto compra conforto e luxo. Esta
é a demanda mundial, produzir e consumir e, por conveniência, procurar um meio
saudável à natureza. Mesmo se toda a humanidade fosse bem intencionada, ainda
seria complicado explorar a coisa natural, pois qualquer que fosse o caminho o
destino será o mesmo, a degradação.
Agora o pior, agora a vingança. Em nome
de algo absurdo a justificativa à barbárie, que em nada se baseia além de uma
desfreada loucura. Grupos assassinos se promovem e matam e aterrorizam. O caos,
aquilo que eram cidades é um amontoado de entulhos a jogar poeira fedorenta ao
céu, donde vez ou outra surge um desgraçado jogando mais bombas, mais
destruição, mais corpos, mais refugiados. Lugares antes razoáveis, agora algo
estranho a espera de um milagre.
O milagre não vem, paira sim a
possibilidade de uma nova grande guerra, uma guerra aparadeira a redefinir a
densidade demográfica. Porém, assusta a iminência de armas muito letais, com
potência de prejuízo a longo prazo e com resultado desconhecido.
Ao que me parece, existe uma força
sobrenatural por trás de tudo isso, era para ser assim, tem que ser assim. É a
força irreversível do sofrimento, algo como para um se satisfazer um outro
também comerá, mas, quando um se satisfazer em demasia um outro passará fome.
A esperança diz que há uma
possibilidade, um novo alento à humanidade, a sabedoria que manda todos
ajudarem a todos, diminuir o preço da comida, diminuir o prejuízo no
transporte, encerrar as extravagancias e eliminar a crueldade.
Haverá este tempo, aguardem...
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