Vivemos (e entendemos ‒ devido ao
arquétipo) em terceira dimensão. Na prática, significa perceber pelos sentidos
o cumprimento, a largura e a altura. Disto, a possibilidade de “situar-se” e
“mover-se” em relação ao universo, posicionar-se e orientar-se conforme à
gravidade e aos polos do planeta. Observando-se algo muito complexo, a exemplo
da visão, a evidência que dois olhos veem o plano bidimensional, sendo mister a
projeção perspectiva (proporcionada pelo arquétipo) para o cérebro entender o
plano tridimensional de forma plena. Isto que, evidentemente, torna o Homem o
ser mais importante da Terra, pelo “ser consciente” que é, e disto as suas
atribuições, privilégios e responsabilidades.
Na primeira dimensão, o ser percebe
somente o cumprimento, seria como viver “dentro” de uma “linha muito fina”, e
para o ser só é possível caminhar à frente conforme seu entendimento linear
geométrico. Nesta “linha”, os seres, conforme seus órgãos sensitivos como olhos
múltiplos e ocelos, antenas, membranas e pelos, que enviam sinais a um sistema
de neurônios simples, têm um intelecto mental adequado à subconsciência (sem
sensações sentimentais), donde advém atos intuitivos conforme a situação, dado
o movimento, ou cheiro, ou tamanho de um possível oponente, ou semelhante, ou
objeto parasitário ou presa, então promovendo ataque, fuga, acasalamento,
desova ou alimentação. Observe-se que todos estes seres “estão sempre se
movendo à frente”, mesmo quando parece alterar a direção, pois seu movimento
jamais tem um destino especificado por desejo real, apenas por impulso. É muito
provável que viver nesta dimensão seja atribuição aos invertebrados. A medida
geométrica é o metro (m).
Na segunda dimensão, o ser percebe o
cumprimento e a largura, seria como viver “dentro” de uma “folha muito fina”, e
para o ser é possível caminhar a todos os (seus) lados, conforme seu
entendimento horizontal geométrico. Nesta “folha”, os seres, conforme seus
órgãos sensitivos como dois olhos, duas narinas, duas orelhas e uma língua, que
enviam sinais a um pequeno cérebro, têm um intelecto mental adequado à
semiconsciência (com sensações sentimentais e baixa memória e eventual
reconhecimento de afins), donde advém atos intuitivos e ou instintivos conforme
a situação, dado o movimento, ou cheiro, ou tamanho de um possível oponente, ou
semelhante, ou objeto presa, então promovendo ataque, fuga, acasalamento,
socialização, aninhar-se, parto, desova e alimentação. Observando-se que todos
estes seres “estão sempre se movendo aos lados” mesmo quando sobem ou descem,
pois sua conjectura mental se dá num plano horizontal sem noção de
profundidade, somente distância (por isso um cão não pula de um prédio ao ver
que chão está longe). É muito provável que viver nesta dimensão seja atribuição
aos vertebrados, exceto aos humanos (que, por isso e pelo mais óbvio,
evidentemente, não são animais!). A medida é o metro quadrado (m²).
Na terceira dimensão, o ser percebe o
cumprimento, a largura e a altura, é viver dentro de um “universo aberto”, e
para o ser humano é possível ser livre, conforme seu entendimento global
geométrico. Numa explanação simplista, nesta “esfera livre”, o Homem, conforme
seus órgãos sensitivos como olhos, orelhas, narinas, língua e pele, que enviam
sinais a um cérebro de estrutura complexa, tem um intelecto mental adequado à
consciência (agora dentro de um intrincado formato arquétipo, este
caracterizador da capacidade intelectual individual, com sensações sentimentais
e emocionais, alta memória e reconhecimento absoluto), donde advém atos ou
intuitivos, e ou instintivos, e ou emotivos, e ou racionais, ainda, e ou
racionais emotivos. E destes possíveis eventos, novos itens para memorização e
experiência (com exceção óbvia para indivíduos anormais). Observando-se que o
Homem tem liberdade dentro da esfera tridimensional, ainda, ao Homem sua
experiência e seu saber são absolutamente limitados ao que lhe é inerente e
pertinente à terceira dimensão, os “Grandes Mistérios”, como a liberdade de
usar a eletricidade sem saber “exatamente como é”; ainda, a equação máxima aqui
é f(x²), e as tantas perguntas sem respostas, como seria o limite territorial
do universo, se é que existe? Obviamente, conhecer-se-á adiante em dimensões
futuras... A medida é o metro cúbico (m³).
Pela lógica tridimensional, é possível
especular como seria a quarta dimensão, donde, se o ser possui três olhos a ele
será atribuído (pelo arquétipo) a quarta projeção geométrica, o quarto vetor
espacial. Então, de modo robusto, pode-se dizer que ali será possível “ver
através de paredes”, ou, numa situação de reunião todos sentados ao redor de
uma grande mesa, “ser-lhe-á possível ver todos os participantes” num mesmo
instante. Curiosidade é ponderar como será a medida metro quadrático: lado a
(largura) x lado b (profundidade) x altura x ?
Nenhum comentário :
Postar um comentário